Em Destaques, Vida Nacional

Por André Biancarelli, Pedro Rossi, Eduardo Fagnani

Na retórica e na prática, os primeiros movimentos do novo governo Dilma apontam para austeridade na condução da política macroeconômica. Reformas liberais, ajuste fiscal e aperto monetário aparecem no discurso dominante como panaceia e trazem de volta o fantasma do neoliberalismo que assombrou o País na década de 1990.

Essa virada neoliberal ameaça frontalmente as conquistas sociais recentes e o aprofundamento do processo de distribuição de renda e de ampliação dos direitos sociais. Enquanto o mercado comemora, o peso da austeridade recai sobre os salários, o emprego, os benefícios sociais e os serviços públicos.

Diante disso, a Plataforma Política Social, em parceria com o Brasil Debate e a Rede Desenvolvimentista, traz ao leitor a Série Especial “Austeridade Econômica e Retrocesso Social”.

Lançada em quatro números, no formato de revista eletrônica, a série disponibiliza ao leitor um conjunto de artigos de especialistas no estudo da macroeconomia com análises sobre as primeiras medidas do governo Dilma, o contexto internacional, o abandono das políticas neoliberais mundo afora, as consequências sociais da austeridade e o tripé macroeconômico e sua inadequação.

Nesse primeiro número, intitulado A Virada Neoliberal do Governo Dilma, apresentam-se análises sobre o sentido da mudança de postura macroeconômica e suas consequências.

O artigo de Pedro Paulo Bastos compara esse momento histórico ao início do governo Lula, mas alerta para a diferença de cenários econômicos nesses dois momentos, que torna muito mais problemática a atual aproximação com o mercado financeiro.

A Carta ao Povo Brasileiro, de Dilma Rousseff – Pedro Paulo Zahluth Bastos.

Já Pedro Rossi e André Biancarelli argumentam que a gestão macroeconômica do primeiro governo Dilma nunca seguiu uma orientação “social-desenvolvimentista”, ao contrário, foi marcada por equívocos na política fiscal e pelo favorecimento dos setores industriais. O “industrialismo” do primeiro mandato, que atrapalhou o projeto de desenvolvimento social, foi substituído pelo “financismo”, que tem potencial para liquidá-lo.

Do industrialismo ao financismo – Pedro Rossi e André Biancarelli.

Por fim, o artigo de Vanessa Petrelli traz uma análise retrospectiva do modelo macroeconômico que levou ao forte crescimento da economia brasileira entre 2004 e 2011, e a posterior desaceleração, destacando que a “solução” de ajuste fiscal parte de uma interpretação equivocada de nossa história econômica recente.

Mudanças de cenário, crescimento distributivo e arrocho fiscal: inconsistências dessa equação – Vanessa Petrelli Corrêa

Boa leitura!”.

Andre Biancarelli (Rede D)Pedro Rossi (Brasil Debate)Eduardo Fagnani (Plataforma Política Social) / ‘BRASIL DEBATE’

Para ler a revista completa, acesse o link: http://bit.ly/1ArIbhL


Créditos de imagem: colegioweb.com.br

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