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Diógenes, discípulo de Cynico, que por sua vez foi aluno de Antístenes seguidor de Sócrates, foi um filósofo asceta que não se orgulhava muito de pertencer ao gênero humano. Ele denunciava a vaidade e o egoísmo do homem. Conta-se que procurava, em vão, com uma lanterna, um homem honesto. Assim está o Presidente Temer.

Compôs o núcleo duro de seu governo com políticos tradicionais, viciados em atividades de bastidores, em negócios escusos, para dizer o menos, e cujos métodos de transações eram estigmatizados. O primeiro deles, Geddel, caiu logo, apenas porque continuou a fazer exatamente aquilo que sempre fez. Eliseu Padilha e Moreira Franco estão no mesmo caminho. Logo, senão já, Temer será identificado com seus comparsas, se deles não se livrar.

Para Temer só resta, portanto, uma saída, uma vez que já não há esperanças de uma salvadora retomada acelerada da economia. E esta única possível opção seria encontrar uma equipe de executivos honestos, portanto fora do mundo político. É preciso, pois, pedir emprestado a Diógenes a sua lâmpada e sair por aí à procura de homens honestos.

Sabemos que em Brasília será difícil de encontrar. E na academia, nas Universidades? O esforço seria frustrado pois o Centrão, o PSDB, o PMDB não deixarão, uma vez que nada há de mais ameaçador do que um político honesto. São abominados e demonizados pelos políticos tradicionais.

Que tal um FHC da vida, ou coisa parecida? Um político tradicional travestido de Acadêmico, um farsante enfim. Ora, se no passado quando o povão ainda era bisonho e não havia redes sociais, o original já não enganou ninguém, hoje seria um fracasso. É, acho que Temer vai devolver a lâmpada a Diógenes.

Ilustração: charge de Roque Sponholz.

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