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Em dez países estratégicos acontecerão importantes votações em 2014.  Entre as potências emergentes, haverá eleições: no Brasil (gerais); Turquia (presidenciais); Índia e Indonésia (parlamentares); e, África do Sul (será eleito o Parlamento que escolherá o futuro Presidente). Nos países com importância geopolítica para os EUA, haverá votação no Afeganistão e Colômbia (presidenciais) e no Iraque (parlamentares).  E, na Europa, haverá votação para renovar o Parlamento da União Europeia e em plebiscito para definir o futuro da Escócia no Reino Unido. Além destas, na América Latina, também haverá eleição em El Salvador, Costa Rica, Panamá, Bolívia e Uruguai.

No Brasil, a centralidade na pauta política é da sucessão presidencial. E a Presidência da República tem o privilégio de ocupar quase de forma integral a agenda do primeiro bimestre do ano, durante o recesso de verão – quando não há atividade normal no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal e abrem-se espaços para a atuação política semi-solitária da Presidência da República.

Na agenda imediata, prioritária, a reforma ministerial que vai preparar o Executivo para operar a administração federal neste derradeiro ano do mandato de Dilma Rousseff.  Reforma que deverá reforçar o arco de alianças partidárias favorável à reeleição da Presidente.

A reforma será divulgada no período entre janeiro e o início de março [‘Dilma Rousseff prepara reforma ministerial’, EBC, 1/1/2014]. Mas pressões-e-contrapressões já estão em curso, há muito. Os partidos que negociam a entrada no bloco da reeleição, querem postos no governo federal. As legendas governistas exigem o fortalecimento de suas posições na máquina administrativa.

A luta mais grave é pelo Ministério da Fazenda: os insatisfeitos com a política econômica reivindicam a saída do ministro Mantega e querem a troca de burocratas que ocupam postos-chave no Ministério – como Arno Augustin, secretário do Tesouro Nacional. Nomes que circulam: Otaviano Canuto, Henrique Meirelles, Alexandre Tombini. Há outros, menos cotados.

Dilma Rousseff recusa este jogo; declarações, feitas na TV, indicam isto: – “Se alguns setores, seja porque motivo for, instilarem desconfiança, especialmente, desconfiança injustificada, isso é muito ruim. A guerra psicológica pode inibir investimentos e retardar iniciativas”. Para Miguel do Rosário, “Dilma passou um recado direto à imprensa e setores do empresariado: se continuarem fazendo guerra contra a economia brasileira, […], todos sairão perdendo. O mais importante, contudo, foi Dilma admitir que há guerra. E entendeu que a criação de um clima artificial de crise e pessimismo pode gerar, de fato, crise e pessimismo”. (“Dilma admite que há ‘guerra psicológica’ contra economia brasileira” , 31/12/13).

Também se pronunciaram setores que lutam pela permanência de Guido Mantega: “É isso que eu estou dizendo o tempo inteiro. Estão botando ela [Dilma] contra a parede. Ela está tentando, à maneira dela, resistir’.  (“Belluzzo vê Dilma contra a parede”, Folha de S.  Paulo, 29/12/2013).

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