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Como em quase tudo que ocorreu nos primeiros séculos da Idade Média (476 DC, queda do último imperador romano, Rómulo Augusto a 1453 DC, conquista de Constantinopla pelo Império Otomano) dados históricos são confusos e várias teorias resultam. O que se pode dizer com alguma certeza é que a principal fonte para inícios da música cristã foi, obviamente, o canto religioso judeu. Com a expansão do Império romano ocorreu uma grande diversificação do canto litúrgico. Carlos Magno (742-814 DC), entretanto, convencido do poder da música para agregação de povos, principalmente se o canto fosse associado à religião, exigiu a homogeneização do canto litúrgico. É bem verdade que Gregório I o Grande (540 a 604) já havia sistematizado o que veio a ser chamado Canto Gregoriano.

gregoriano

São Gregório I, O Grande

Assim sendo, entre os séculos IX e XII estabilizou-se um repertório de cerca de 600 peças de música monofónica para a realização da Missa. Com a mesma estrutura básica, cantochão e merismas, outro repertório de cerca de 1.500 cantos denominado Ofício, destinado ao canto dos religiosos fora da Igreja, se estabelece. Muitos autores estendem a denominação de canto gregoriano para aqueles do Ofício, embora Gregório I tivesse sistematizado apenas a Missa. Talvez tenha sido por causa de revisões sistemáticas em abadias e igrejas diversas que este inacreditável nível de perfeição formal e estética tenha sido atingido com meios tão rudimentares. Para os interessados, propomos os seguintes intérpretes: Abadia de Solesmes, Abadia de Santo Domingo de Silos, Escola Gregoriana de Praga, Coro Gregoriano de Paris, Escola Antigua de Espanha, Abadia de Montserrat, Escola Coral das Clausuras Maria Einselden, Coro Franciscano de Assis.

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Gregorian Chant: Monastic Choir of the Abbey of St. Pierre de Solesmes, 1930

 

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