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As pesquisas de opinião eleitoral, publicadas na segunda-feira (20/10/2014), apontam um avanço eleitoral de Dilma Rousseff, cujas intenções de votos agora superam as de Aécio Neves em quatro pontos percentuais (52% a 48%), embora a disputa presidencial seja considerada em empate técnico, segundo as recentes enquetes dos institutos de pesquisa Vox Populi e Datafolha.

Vamos aos números:

 Intenções de Votos – Dilma Rousseff teve 41,6% dos votos válidos, no primeiro turno. Os institutos Vox Populi e Datafolha divulgaram duas pesquisas de 2º Turno (no dia 20) e em ambas a Presidente evolui para 52% (um incremento de 10,4 pontos percentuais, no período de quinze dias). Aécio Neves encerrou o primeiro turno com 33,5% dos votos válidos, e, conforme estas mesmas duas enquetes, evolui para 48% (crescimento de 14,5 p.p.).

Taxa de Rejeição – Dilma Rousseff atravessou todo o período eleitoral com as maiores taxas de eleitores que não votariam nela de jeito nenhum; agora, houve uma inversão do quadro, segundo o Datafolha: 39% dos entrevistados rejeitam a Presidente, mas a rejeição a Aécio Neves – que sempre foi menor – superou agora a taxa de rejeição de Dilma, passando para 40%, conforme a enquete feita na 2ª feira (informou a GloboNews).

A Aprovação do Governo de Dilma – oscilou positivamente dois pontos percentuais: a taxa de aprovação [Ótimo+Bom] passou de 39% (na primeira semana de outubro) para 40% (na segunda semana do mês) e, agora, 42% dos eleitores aprovam o governo da Presidente, disse o Datafolha (e para o Vox Populi seriam 43%).

Pontos Fortes/Pontos Fracos – geograficamente, a competição entre petistas e tucanos dividiu o País ao meio: Dilma é eleitoralmente forte no eixo Norte/Nordeste/Centro-Oeste, enquanto os eleitores do Sul/Sudeste optam por Aécio (segundo o Vox Populi). Os pobres preferem majoritariamente a Presidente e Aécio venceria nas demais faixas de renda.

O tenso equilíbrio da disputa eleitoral que caracterizou — desde o início — a disputa de 2º turno, levou os candidatos à Presidência da República a amplificar as críticas mútuas, visando reduzir o estoque de votos potenciais do adversário, via aumento da rejeição.

Foi o que assistimos na segunda semana deste 2º Turno. Foram realizados debates na TV entre os candidatos. Tanto neles quanto nas propagandas eleitorais diárias houve um acirramento do discurso político, fato que elevou de forma exacerbada o clima da disputa, fazendo crescer a rejeição a Aécio Neves e beneficiando a candidatura à reeleição.

 Estas são as principais condições de contorno que estão a determinar a derradeira semana da campanha eleitoral. E, por suposto, os analistas políticos tendem a recusar o repto de apontar favorito neste rali eleitoral, tais foram as diversas alterações de curso durante todo o período da competição.

Os rumos da campanha, como assinalado acima, relegaram para um segundo plano as propostas dos respectivos planos de governo, concentrando toda energia em generalidades. Ao mesmo tempo as propostas de política econômica do próximo governo, um dos principais pontos de diferenciação entre os candidatos, mal foi apresentada, como já referido.

Vale destacar que nesse período eleitoral algumas situações apresentadas como gargalos sofreram drásticas modificações, como por exemplo, a queda de preço do petróleo no mercado internacional, que minimiza a necessidade de aumento dos combustíveis; além disso, temos o dramático acirramento da crise hídrica em São Paulo com poder explosivo sobre os níveis de produção e de preços (inflação). Mas tudo isso só vai “virar” notícia na segunda (27/10). Até lá muita água vai rolar (se ainda sobrar!) e ainda teremos o ponto alto do embate que deverá acontecer no próximo debate televisivo, previsto para ocorrer na TV Globo na sexta.


Créditos de imagem: blogdosilverioalves.com

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