Em Destaques, Economia

“Quando o desenvolvimento do capital de um país se converte em subproduto das atividades próprias de um cassino, é provável que a tarefa seja mal executada.” J. M. Keynes.

(in: The General Theory of Employment, Interest and Money. N.Y., Harcourt Brace and Co, Inc, 1936, pg 159)

 

O Brasil é hoje governado, e o pior, – orientado -, por forças políticas que desconsideram o papel da Nação em política e que lograram implantar em nossa juventude crenças cosmopolitistas e ilusões “globalizantes” que a afasta por completo do destino do verdadeiro caminho nacional.

Importante pré-condição para tal foi o desenvolvimento durante a Ditadura militar de egoísmos abertos de grupos desprovidos de uma mensagem nacional sincera, que se dedicaram apenas à pilhagem neocolonial por via do Estado, em aliança com poderosos grupos estrangeiros. Tratava-se de ficar rico mais depressa possível, valendo-se para tanto do pedaço de poder que lhe caíra às mãos: uma alfandega, um cartório, uma igreja, uma escola ou uma ponte… Semelhante fúria em devorar tornou o período pós-ditadura mera democracia formal, uma corrida de maratona que se tem chamado “salve-se quem puder”…

Neste “quem pode mais, chora menos” a palavra “brasileiro” é sinônimo de pobre, preto, favelado e pagador de impostos. Somente os impostos sonegados pelos mais ricos a cada ano remonta a vinte vezes o que é pago no programa bolsa família. Semelhante quadro é agravado pelo baixo nível de instrução da população em geral, incluindo aquela que é rica, e grande parte daqueles que “fizeram curso superior”…

O ambiente da Ditadura agravou a ausência de consciência política e étnica do brasileiro, que se julga tudo, menos aquilo que ele realmente é. O leque de desastre que resulta dessa despersonalização é visível nas opções que faz e que tendem a conduzir ao país a um beco sem saída, comandado de fato desde o exterior.

A crescente desigualdade de renda e de riqueza tende a fazer baixar a propensão local a consumir, tornado-se mais necessário o investimento produtivo para elevar o emprego e o rendimento. No entanto, a política oficial prioriza favorecer o mercado financeiro e o pagamento de uma dívida parasitária, que busca consumir no exterior o que poderia ser investido no país. Nas eleições recentes, os elementos de direita, que representam ou são aliados ao capital financeiro espoliador, chegaram a propor a meta de inflação de 3% com um ajuste fiscal, o qual só pode – é óbvio – ser realizado contra os pobres.

E aí vem o papel da identidade alienada: os eleitores correm a votar contra o seu próprio interesse, apoiando aqueles que promovem abertamente a que vivam na pobreza e na miséria. Dentro de semelhante nuvem de pó, a Nação a corre até o risco de desaparecer…


Créditos de imagem: guinevereuniversidade.blogspot.com

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