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Não há nada mais revoltante do que a campanha claramente eleitoreira contra o PT, o ex-Presidente Lula e a Presidente Dilma, travestida de crítica moralista, levada pela grande imprensa falada e escrita no Brasil.

Vão dizer que minha indignação é parcial. É verdade. Sou parcial e vou ser sempre parcial com aqueles que, apesar de certas insuficiências e equívocos, fizeram a opção pelos pobres, pela cidadania.

Condeno veementemente o corporativismo visceral e consequente aparelhamento com a ocupação de cargos por militantes medíocres, para não dizer parasitários. Este dispositivo não apenas compromete a qualidade dos serviços prestados pelas diversas instituições públicas, como também desmoraliza o próprio Estado. Nada mais perverso do que o uso de cargos executivos para “compra” de alianças políticas. Mas não é isso que todos os partidos sempre fizeram? E se José Dirceu usou e abusou deste dispositivo para aumentar o seu poder pessoal, não teria apenas aprendido com José Serra? Então por que somente o PT é acusado, e não o PMDB, o PSDB, etc.? Talvez porque sejam esses arrivistas do PT considerados intrusos. Como ousam invadir os espaços reservados para as elites e seus servidores?

E os jornais e as televisões, já se sabe, são propriedade de membros dessa elite e não poderiam deixar de refletir essa tendência.

O bom disso tudo é que pessoas inteligentes já perceberam essa distorção e já não acreditam tanto nas manchetes falaciosas da imprensa, embora estas continuem alimentando as distorções proto-fascistas da elite brasileira.

O perigo é o de ampliar-se o fosso ideológico entre a elite e o trabalhador, entre o rico e o pobre, com os consequentes atos de violência. E então serão os jargões de imprensa acusados, talvez com uma certa razão, de levar o país ao abismo da revolução.

Créditos de imagem: revistaexclusive.com.br

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