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O Ministério das Relações Exteriores, na 6ª feira (11), oficializou a ida de Dilma Rousseff ao Fórum Econômico Mundial, em Davos/Suíça. O encontro terá inicio em 22 de janeiro e o encerramento será no dia 25.

A Presidente da República teria decidido comparecer ao encontro internacional de empresários e chefes de Estado porque precisa convencer o mundo das finanças e demais grandes investidores globais a reverem as expectativas sobre a economia brasileira.

Depois de três anos de tímido crescimento econômico, o Brasil sofre pressão para alterar o rumo das políticas fiscal, tributária, monetária, trabalhista e de incentivos para a atividade produtiva. Os críticos – políticos, economistas conservadores, empresários – sempre presentes nos principais meios de comunicação, querem: menos gastos públicos, menores impostos, mais juros, redução dos direitos para o mundo do trabalho e nova política de incentivos subsidiados pelo BNDES.

 A credibilidade da condução da política econômica pelo governo está sob escrutínio da elite desde 2011, quando o Banco Central decidiu reorientar a política monetária e reduzir as taxas de juros. O quadro atual mostra dificuldades das autoridades econômico-financeiras na consecução de metas, como o superávit fiscal e o controle da inflação. Além disso, foram ruins os resultados das contas em transações correntes no período.

Esta situação vai provocando a deterioração das expectativas a respeito do desempenho da economia brasileira, com consequências deletérias para o nível dos investimentos.

A força política da Presidente deriva, em grande parte, do crescimento econômico. E a forte possibilidade de reeleição de Dilma Rousseff ainda parece sustentar-se no incremento do emprego e da renda, assim como na expansão do crédito e do consumo. Garantindo bom desempenho nestes segmentos, ela manteria a probabilidade de continuar na Presidência.

Mas não são apenas as obscuras sendas da Economia que ocupam as prioridades de governo neste tempo de estio. Na agenda de Dilma outra preocupação: as duras negociações orientadas para a reforma ministerial. Neste front, os movimentos precisam ser precisos e bem planejados, pois sofrem todos os impactos possíveis da imediata movimentação politico-social: o exemplo mais recente vem do estado do Maranhão, onde os episódios de barbárie promovidos nas masmorras do Governo Roseana Sarney – operados pelo crime organizado, com a conivência dos Poderes Públicos – provocam ondas de turbulência nas relações de Dilma com a família Sarney e com o PMDB e sua bancada no Congresso Nacional.

Créditos de imagem: blu.stb.s-msn.com

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